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Zangbeto

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Zangbeto é um Culto do povo Badagry , são os tradicionais voduns guardiões da noite na religião Yorubá do Benin e Togo , que são conhecidos como o "Nightwatchmen" . Semelhante ao egunguns; Os "Guardiões da Noite” (Policiais Vodoo no Benin), são espíritos que gostam de dançar e falar sob folhas de palmeira (ráfia). Originalmente criado para assustar o inimigo para longe, Zangbeto vai passear as ruas para detectar ladrões e bruxas, e para obter a lei ea ordem. Desaparecem e reaparecem à sua vontade e giram trazendo boa sorte. Conta à legenda, que Zangbetos inicialmente eram os guardas noturnos na cidade de Hogbonou, Benin . Sua roupa exterior é feita das folhas da palma arranjadas em camadas, e coberta por fora com uma espécie de chapéu. E eram eles os responsáveis pela segurança noturna das vilas e aldeias, mantendo afastados os ladrões e malfeitores. Nesse sentido, podemos notar alguma semelhança com o termo Olopá (que além de Senhor da Roupa, também signi...

O Màrìwò

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O Màrìwò (Igi Òpè) é a folha do Dendezeiro que para o Candomblé e uma planta sagrada. O Màrìwò é encontrado nas portas e nas janelas do terreiro para proteção e para identificar como espaço sagrado é assim Ogum não atacara na sua Ira e também no assentamento e nas vestes do orixá Ogún e de Oyá Igbalé. Segundo a mitologia do candomblé, a função do Màrìwò é proteger e espantar as energias negativas de espíritos perturbadores, tendo também esta função, a Orixá Oyá Igbalé (mais conhecida como Yansã do Balé), a divindade que preside sobre os Eguns, carrega-o também sob re as suas vestes. É importante lembrarmos que o Màrìwò protege contra a entrada de eguns nas casas de Axé. O Màrìwò deve ser colido pela manhã por homens de preferencia o Assogun da casa, tem que ser retirado com um facão do assentamento do Ogum do portão depois de pedir Agô a Ossain o sr. das folhas; depois de colhido deve ser partido ao meio pelo mesmo facão e depois desfiado com as MÃOS uma folha por vez, n...

O ENIGMA DA MENSTRUAÇÃO (BAJÉ) E SEUS TABUS NO CANDOMBLÉ- parte 2

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O Bajé (menstruação) e um grande tabu no Candomblé independente da nação, casa matriz e denominação, o Bajé e um período em que a mulher fica com sua energia central alterada, com os hormônios desregulados afetando seu estado de humor  e aumentando a irritabilidade, um período sem duvida para algumas muito doloroso e incomodo podendo lhe proporcionar situações desagradáveis; Aprendemos com os mais velhos que quando a mulher está de Bajé não pode participar dos rituais internos do Ilé (casa) porque ela está suja, impura e com as energias influenciadas pelas Eleyies (feiticeiras), porque o Bajé está ligado as Yias, o engano esta em acharem que as Eleyies são apenas negativas e assim poderá se prejudicar ou aos irmãos, não podendo nem mesmo preparar as comidas sagradas porque o Orixá não irá aceitar tão oferenda preparada por uma mulher de Bajé! Entendo e respeito muito as tradições da nossa religião e assim devemos agir com respeito aos mais velhos que são nossa base...

Ibá

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IGBÁS - A ligação do profano com o sagrado!! Igbás (Ibá) (awọn igbá) são assentamentos de orixá (òrìṣà). Um assentamento é uma representação do Orixá (òrìṣà) no espaço físico, no mundo, no Aìyé (terra). Sob o ponto de vista sacro não existem representações humanas de orixá (òrìṣà). A religião Yorùbá não tem imagens para representar suas divindades, o que representa uma divindade é o seu Igbá (assentamento), ao olharmos um Igbá é como se estivéssemos olhando para a divindade. Secularmente existem representações em forma de desenhos e esculturas mas que são frutos apenas de criatividade de artistas e não tem uso sacro. iba - igba - assentamento de santo - Orixá - Orixás Candomblé Os orixá (awọn òrìṣà) são adequadamente representados por símbolos e grafismos próprios de cada um e por extensão por outros elementos como folhas, arvores, favas e contas. Mas o Igbá é a sua representação mais adequada. O mesmo sentimento que um católico tem ao olhar para uma imagem de um sant...

Lágdibá

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LÁGDIBÁ – Colar ritualístico confeccionado de chifre de búfalo, de uso EXCLUSIVO dos Sacerdotes do Culto ao Deus da Varíola Sòpònná, conhecido no Novo Mundo pelo nome de Obalùàiyé. Um mito relata que o primeiro Lagdiba do mundo, foi criado no Àiyé a partir dos chifres de um “Búfalo Encantado” do qual trouxe do Òrún, a varíola e outras doenças existentes em nosso mundo. É entregue aos seus vodunsis nas cerimônias de sete anos de iniciação. É feito de chifre de búfalo, considerado um animal sagrado na África, ligado às cerimônias de fecundação da terra. Símbolo dos Anciãos africanos. Existe lágidiba feito com talo de palmeira (Igi Opé), e existe ainda, um lágdiba branco feito de marfim, ligado a Vodun-Fá ,  muito usado pelos Bokonõ (semelhante aos babalawo). Representa a sabedoria e a elevação divina. O poder e a força da fecundidade e da re-criação de tudo e do Todo. O lágdiba também representa a paciência, a calma e a sabedoria dos anciãos. Em algumas regiões da África, o búfal...

Bori

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O Ritual de  Ebori/Bori   é muito sério, complexo e profundo.  Ori  (Yoruba) significa literalmente cabeça, intelecto inteligência e é misticamente o primeiro Orixá a ser cultuado.  Da fusão da palavra Bó , que em Ioruba significa oferenda, com Ori , que quer dizer cabeça, surge o termo  Bori , que literalmente traduzido significa alimentar a cabeça.  Seu objetivo é o de alimentar o   Ori Eledá , seja qual for o sexo, raça, profissão, idade, nível social da pessoa. Omi (água) e obi (semente africana), por exemplo, são elementos indispensáveis no Bori. A coexistência do Orí físico ( Ori ade) e do Ori espiritual (Ori inù) do homem perfaz o Òrìṣà Orí, e, é através dos ritos próprios do Borí, que se estabelece essa comunhão, é assim que se busca a estabilidade espiritual. É desta forma que se consegue optar e viver melhor, o mais próspero possível. Orí é quem sempre está mais próximo do homem e nunca o abandona, portanto é fundamental harmonizar a ...

O Olugbajé e o Sagbejé

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O Olugbajè e o Sagbejè. Mo Juba Baba, gbogbo ègbóm ati àbúrò mi ! O porque realizamos a cerimonia do olugbajè ? SÒPÒNNÁ Uma das quatro principais divindades ligadas diretamente ao Igba Odù Iwa – A Cabaça dos Odu da Existência. Entre os nagô-iorubá  Sòpònná é temível e perigoso, divindade das epidemias, sobretudo a varíola, sua maior arma de punição aos malfeitores e aqueles que o desrespeitam. As altas temperaturas corpórea, seguidas de delírios, causados pela infecção das doenças contagiosas, não são mais do que sintomas da ira de Sòpònná contra sua vitima. Quando temos alguma razão para pensar que um enfermo esteja sob a manifestação maléfica de Sòpònná é descrito de Ilègbóná – Varíola; Ìgbóná – Febre ou até mesmo Ilè gbígbóná – Terra quente, ou seja, “a terra aonde o enfermo encontrasse está demasiadamente quente” é a presença do Deus da Varíola e precisa ser apaziguado. Neste caso os iorubás não pronunciam mais o nome Ilè gbígbóná e sim empregam um euf...